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O
medo do novo é sempre uma barreira difícil de ser vencida, porém
a versatilidade e a racionalização proporcionados pelo Cook Chill
fazem com que esse processo conquiste vários segmentos da alimentação
fora do lar.
Muitos restaurantes,
hotéis e empresas especializadas em servir refeições têm procurado
soluções que aliem novas formas e conceitos para otimizar sua produção,
minimizar custos e reforçar a segurança sobre os riscos de contaminação.
Para resolver
essas questões fundamentais nos negócios
da alimentação fora do lar, alguns
empresários vêm investindo em tecnologia
e novas alternativas para a produção.
Nesse quadro, o Cook Chill tem proporcionad o
bons frutos para aqueles que já adotaram
a técnica.
Utilizado largamente
nos Estados Unidos e Europa há vários anos, o Cook Chill ainda é
pouco frequente no Brasil. Um dos fatores para este retardo em relação
aos outros mercados era o alto custo dos equipamentos importados.
Hoje a situação é mais propícia e os consumidores já podem contar
também com opções de equipamentos nacionais, facilitando o dimensionamento
do investimento.
Outro
fator que dificultou a maior utilização do Cook Chill foi a relutância
dos profissionais na utilização do método. “Quebrada a barreira
dos custos dos equipamentos, ainda existem alguns obstáculos para
a maior difusão do uso do processo - a resistência dos profissionais
de cozinha, o medo da tecnologia e o preconceito. A primeira imagem
que surge quando se fala em Cook Chill é a de produtos congelados
e pasteurizados, o que implica em alteração de sabor, consistência,
textura e de valores nutricionais. Ao contrário do que se pensa,
as vantagens dentro desse processo são justamente a preservação
das características básicas dos alimentos, principalmente do sabor”,
explica o engenheiro Dimas de Oliveira, da Núcleo Ora, empresa especializada
em projetos de cozinhas profissionais.
O processo pode
ser solução para inúmeras situações, não se restringindo apenas
ao tipo de demanda ou dimensões das cozinhas. Em restaurantes de
hotéis que têm como característica trabalhar com população flutuante,
o Cook Chill colabora para equacionar fluxos de saída da produção
e dar agilidade ao atendimento. Na organização de eventos também
é uma ferramenta eficaz, permitindo o planejamento com a elaboração
prévia das refeições, liberando os funcionários para outras tarefas
nos momentos de pico. Em universidades abre a possibilidade de elaborar
refeições em uma cozinha central e, posteriormente, distribuir para
os demais restaurantes no campus.
Isso porque
o processo é simples. Ele consiste em cozer (cook) e resfriar (chill)
alimentos dentro de rigorosos métodos de controle de temperatura
utilizando equipamentos de tecnologia avançada. Com isso é possível
produzir refeições para consumo futuro com características, consistência
e sabor idênticos aos preparados na hora.
Mudanças
na alimentação coletiva
Entre as empresas
brasileiras que vem investindo em Cook Chill está a De Nadai, que
além de implantar em sua cozinha central uma área destinada ao novo
tipo de produção, vem utilizando o processo em alguns clientes com
cozinha local.
“Em
1997, adquirimos as câmaras de resfriamento visando ampliar a segurança
na produção de alimentos cozidos e depois resfriados, além de garantir
um produto mais saboroso, pois não há perda de vapor, comuns a empresas
que prestam serviço de fornecimento de refeições transportadas como
nós. Portanto, já dispunhamos dos equipamentos há bastante tempo.
Em 2002, fomos procurados pela rede Pão de Açúcar que planejava
o lançamento da linha Good Light e Premium e buscava um parceiro
no mercado que garantisse qualidade no sabor e consistência dos
pratos. Durante 8 meses nos debruçamos sobre este projeto e desenvolvemos
16 produtos congelados que foram prontamente aprovados pela rede
de supermercados “, explica Deise Tavares Luppi, Gerente Industrial
da empresa.
“Motivados pelos
resultados obtidos decidimos implantar o sistema Cook Chill utilizando
o know-how adquirido . Testamos receitas e cardápios, depois implantamos
o sistema no restaurante que atende nossos funcionários, onde fornecemos
800 refeições/dia e constatamos os benefícios da nova técnica. A
partir daí, passamos a disponibilizar o novo produto para o mercado
e temos obtido excelente retorno” conclui Deise.
Além da cozinha
central da empresa, a De Nadai disponibiliza refeições elaboradas
através do Cook Chill ao Hospital Glória, em São Paulo, que é um
exemplo de solução em serviço de alimentação, onde são servidas
200 refeições diárias, incluindo alimentos para dietas diferenciadas
dos pacientes. “Este cliente tinha como principal limitador a questão
do espaço, fato que foi totalmente resolvido com o fornecimento
de refeições já preparadas no sistema Cook Chill. Com isso, no local
só dispomos de refrigeradores e fornos para restauração dos alimentos,
nada é preparado no local” explica Vera Lúcia Pires Serra, Gerente
de Operações da empresa.
Outro
cliente da empresa, o escritório britânico de advocacia Link Laters,
que consome 3330refeições/dia também aderiu à nova técnica. Lá,
por exemplo, numa área de 16 m2, 5 funcionários são suficientes
para finalizar e servir as refeições. “O Cook Chill viabiliza a
Cozinha de Acabamento e Montagem, trazendo para a prática os benefícios
que essa logística representa no mercado de alimentação coletiva”,
destaca Marcos de Oliveira dos Santos, Diretor Comercial da De Nadai.
Para as empresas
que recebem os alimentos, entre outras vantagens, está a economia
de espaço para a implantação da cozinha, menor custo com energia
elétrica retirada de lixo, custos administrativos e melhor circulação
na planta do cliente, além de outras despesas decorrentes do uso
de uma cozinha tradicional. Com uma pequena área para instalação
de um forno, de uma câmara fria para armazenamento e poucos funcionários
é possível atender com qualidade os usuários. Dentro desta proposta,
o restaurante da nova sede da Serasa, também administrado pela concessionária,
adotou o uso “parcial” do Cook Chill, utilizando-o apenas para a
preparação do jantar de cerca de 500 refeições /dia.
“As necessidades
de nossos clientes estão mudando e temos que estar atentos ao que
eles exigem de um Serviço de Alimentação” enfatiza Fabrício Arouca
De Nadai, Diretor Geral da empresa, que completa: “o Cook Chill
é mais um acessório para atender ao novo tipo de consumidor que
vem surgindo. Temos que nos enquadrar na realidade que o mercado
apresenta, adquirindo know-how e tecnologia que permitam maior versatilidade
e opçòes para os consumidores. O mercado para refeições preparadas
através do Cook Chill deverá crescer e o aumento do volume de solicitações
irá minimizar os custos com a produção”.
Um mercado
em crescimento
José Carlos
Dias Reis, Diretor da Engefood, empresa que comercializa equipamentos,
não acredita que o valor do investimento seja o maior empecilho
para a adoção do Cook Chill no Brasil, atribuindo à falta de conhecimento
sobre o processo o principal fator para a resistência. “O know-how
para a implantação do sistema ainda está nas mãos de poucos, mas
com o passar do tempo os fornecedores de refeições perceberão que
existe uma forma diferente de produzir refeições às 8h00 para servir
às 11h30 e passarão a produzi-las com até 5 dias de antecedência”
afirma Reis.
Atualmente,
com R$ 12 mil de investimento é possível resfriar 25 kg por operação
e comR$ 60 mil, resfria-se até 120 kg. O retorno vem em menos de
um ano, considerando-se a economia de matéria-prima, de mão-de-obra,
de energia, além da diminuição do desperdício de alimentos.
Através do sistema
é possível atender nichos específicos de mercado, tais como fábricas
que diminuem número de funcionários ou empresas que já não querem
se prender a horários tradicionais das refeições, ou mesmo desejam
mais opções de pratos. A possibilidade de regenerar o alimento à
medida que for necessário, sem desperdício, é uma das alternativas
preciosas do processo. O usuário quer dispor de mais opções e acompanhar
a mudança do perfil desse consumidor exige a utilização de métodos
que agreguem versatilidade e rapidez no atendimento.
Assim, a tendência
é de expansão do uso do Cook Chill e alguns restaurantes já saíram
na frente. O SESC São Paulo é um dos que já utiliza, na sua unidade
da Pompéia, processos mistos de produção. Com a variedade de produtos
que são oferecidos no local, principalmente nos eventos especiais
realizados, a implantação do Cook Chill teve por objetivo otimizar
os processos de preparo dos alimentos, tais como arroz, feijão,
molhos, carnes assadas, legumes, recheios à base de carnes e refeições
mais elaboradas como feijoada e lasanhas, entre outros.
“O Cook Chill
tornou-se uma ferramenta que trouxe grandes benefícios, pois viabilizou
o atendimento à demanda de um público oscilante, além de assegurar
a oferta de um alimento seguro com a manutenção do padrão de qualidade
preservado” explica Maria Fernanda Ferro Junqueira, coordenadora
da Área de Alimentação.
Outra profissional
que optou pelo Cook Chill foi Cynthia Antonaccio, nutricionista
e proprietária da Equilibrium Alimento e Nutrição. Contando hoje
com cerca de 150 refeições servidas diariamente aos freqüentadores
da academia e perspectivas de um aumento substancial no número de
refeições no local para breve, a profissional encontrou no Cook
Chill uma forma de atender sem perder a qualidade.
“Após a introdução
do novo processo pude introduzir novos itens ao cardápio, como peixes
e molhos diferentes. Ampliei também a linha de congelados e estamos
nos preparando para entrar no mercado de atendimento de eventos”
comemora Cynthia.
Como se vê,
o Cook Chill tem apresentado resultados positivos em vários casos
e tipos de demandas. A experiência positiva destes profissionais
que vêm se dedicando a adaptar cardápios ao novo processo e os ganhos
daqueles que vêm investindo no Cook Chill são fatores que deverão
desmistificar o processo tornando-o bastante atrativo aos olhos
de quem deseja investir em qualidade e segurança alimentar.
Referências:
- Núcleo Ora
– Fone: (11) 3266-8899
- H2 – Implantação
e Suprimentos – Fone: (11) 3871-0463
- Sesc - (11)
Fone 3179-3679 De Nadai – (11) 4972-7289
- Equilibrium
Alimento e Nutrição: Fone: (11) 3262-5082
- Engefood
– Fone: (11) 4225-9400
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